Osasco Futebol Clube [espaço não-oficial]

A Águia de Osasco na Internet!

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A Águia de Osasco na Internet!
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Arquivo de: Julho 2007, 21

21.07.07

Bom empate em Atibaia

categorias: Notícias


Escudo original do Osasco FC, desenhado à mão


O Osasco Futebol Clube conquistou seu primeiro ponto na Segunda Fase da Série B 2007. Jogando fora de casa empatou com o Atibaia em 1 a 1 neste sábado, 21.

A Águia continuará fora de seus domínios na próxima rodada. Irá até a Bebedouro duelar com o Inter local, no dia 29, domingo, às 10 horas. O adversário do OFC no próximo jogo empatou nesta rodada com o Oeste Paulista, em Presidente Prudente, também em 1 a 1. Oeste e Inter estão com 4 pontos, liderando o Grupo 7. Portanto o Tricolor osasquense está a apenas três pontos dos líderes. Atibaia continuará em casa, onde, igualmente no domingo às 10 horas, enfrentará o Elosport.

Quem saiu na frente foi o Atibaia. Diozé fez, de falta, aos 25 do primeiro tempo, o tento do onze local. Mas, aos 32 da segunda etapa, Tinho mostrou seu faro de gol, empatando a partida para o Osasco. Foi o 11º gol do atacante na Série B 2007, mantendo-o na luta pela artilharia.

O fato curioso da partida ficou por conta de Diozé, que, mesmo substituído, conseguiu ser expulso no banco de reservas, perto do fim do jogo, após xingar o árbitro Waldemar Barufi Junior.

Escalações:

Atibaia: Montibeller; Rondinelle, Leônidas, Tota e Vinícius (Felipe Braz); Paraíba, Thalysson,Renato (Leandro) e Josenilson; Diozé (Maicon) e Hernane. Técnico: Eduardo Clara

Osasco: Rogério, Alê (Lincoln), Baiano, Leo e Bragança; Bruno (Douglas), Fábio, Alex (Andrezinho) e Diogo; Rogerinho e Tinho. Técnico: Marcos Bruno

Árbitro: Waldemar Barufi Junior
Árbitros Assistentes: Marco Antonio Monteiro Bagatella e Márcio Jacob
Cartões amarelos: Rondinelle, Leônidas e Josenilson (Atibaia); Baiano, Douglas e Diogo (Osasco)
Cartão vermelho: Diozé (Atibaia) - no banco de reservas
Gols: Diozé, 25/1T (1-0); Tinho, 32/2T (1-1).

20.07.07

Osasco FC em busca da reabilitação

categorias: Notícias


Marcos Bruno (com a camisa 5) dá as últimas orientações
Foto: Ricardo Roqueiro


Neste sábado, 21, a Águia voará até Atibaia, onde enfrenta a equipe local em busca da reabilitação na Segunda Fase da Série B 2007. A partida começa às 15 horas, no Estádio Salvador Russani.

O Osasco Futebol Clube tenta marcar os seus três primeiros pontos no Grupo 7. O técnico Marcos Bruno afirmou à esta reportagem que serão necessária duas coisas: cautela e esquecer da arbitragem. "Na partida passada fui expulso só porque reclamei de uma falta. Em função disso já avisei aos atletas para jogarem sem se preocuparem com a arbitragem", completou.

Nesta sexta foi feito apenas aquecimento, fornecidas as últimas orinetações e feito um treino recreativo. O Tricolor viaja na mesma noite para o interior. O clima entre os atletas é de otimismo, acreditando na recuperação.

O Atibaia virá desfalcado de três atletas por acúmulo de amarelos: o zagueiro Tigrão, o meia Willian e o volante André. Eduardo Clara, o técnico, deve escalar Renato, Tota e Leônidas. Na estréia desta fase, o adversário do OFC empatou em 1 a 1 com o Velo Clube, fora de casa.

O árbitro principal da partida será Waldemar Barufi Junior, auxiliado por Marco Antonio Monteiro Bagatella e Márcio Jacob.

Vejam fotos do recreativo desta sexta (por Ricardo Roqueiro):



Aquecimento


Aquecimento


Goleiros Rogério e Valdir


Lance do recreativo


Lance do recreativo


Panorama do recreativo


Artilheiro Tinho no gol...


... mas como goleiro ele é um excelente centroavante. Ainda bem!

Entrevista com o meia Diogo

categorias: Notícias


Foto: Ricardo Roqueiro


O meia-esquerda do Osasco Futebol Clube foi entrevistado por nossa reportagem após o recreativo desta sexta, 20. Confira:

- Faça um breve histórico de sua carreira.

Diogo: Tenho 23 anos, passei pela Portuguesa de Desportos (SP) e pelo Joinville (SC), nas categorias de base. Como profissional atuei pelo Bragantino (SP), Caxias (RS) e Extrema (MG), onde trabalhei com o atual técnico do Osasco, Marcos Bruno. Sempre atuei de meia esquerda e nos três clubes que atuei como profissional consegui acessos para divisões maiores. Espero conseguir meu quarto acesso com o OFC.

- Ao que atribui a derrota contra o Oeste Paulista?

Diogo: Começamos bem a última partida, com chances de gol perdidas pelo Alê e pelo Rogerinho. Num contra-ataque tomamos o primeiro gol, mas as expulsões nos dificultaram muito.

- A arbitragem prejudicou?

Diogo: Prefiro não polemizar, pois é complicado. Decisões da arbitragem sempre deixo com o árbitro.

- Qual a receita para vencer o Atibaia amanhã?

Diogo: Não podemos nos expor muito, pois estaremos jogando fora de casa.  Teremos que priorizar o contra-ataque e, para isso, ajuda que temos dois rápidos atacantes, Rogerinho e Tinho.

- Fale sobre o grupo de jogadores.

Diogo: É um grupo muito bom: jovem, com basatante vontade de conseguir o acesso para o Osasco. Todos tem bastante disposição para crescer no futebol. O grupo trabalha com muita alegria, além de estar bastante unido com a comissão técnica.

Diretor do OFC fala com nossa reportagem_parte 1

categorias: Notícias


Ugo A. Lima, Diretor de Esportes do OFC
Foto: Ricardo Roqueiro


Fazer futebol nos dias de hoje é difícil. Muitos pensam que rios de dinheiro correm, mas não é assim nas divisões de acesso do futebol. O trabalho é duro e quase sobre-humano. É difícil, mas não impossível - especialmente quando se tem seriedade. O Diretor de Esportes do Osasco Futebol Clube, Ugo Alberto de Lima, explicita bem isso, ao apontar quais os pilares para que o esporte bretão traga resultados dentro e fora de campo: negócio, profissão e inclusão social. Estes itens formam o título do projeto que apresenta às empresas em busca de apoio para a Águia, aliando a vontade de fazer o clube crescer tendo os pés no chão. Ugo recebeu nossa reportagem no escritório do OFC, no bairro Bela Vista e, em uma longa e produtiva conversa com nossa reportagem, fala dos percalços e do que o Tricolor já conseguiu.
Inicialmente o Diretor queixa-se das dificuldades para conseguir lugar para treinar, ainda mais que o time não está treinando no Estádio em que joga, o Pref. José Liberatti (Rochdale). "E quando conseguimos é somente em dois períodos. Falta organização para o esporte osasquense, uma programação definida, que não acarretaria problemas com deslocamento," afirmou. E, nessa mesma linha do que é difícil, Ugo relata que os R$ 100 mil do convênio com a Prefeitura de Osasco ainda não saiu. "Falamos com o Secretário (de Esportes, Walmir Prascidelli) nesta semana. Ele prometeu acelerar o processo, uma vez que a nossa documentação já está toda em ordem; o que emperra é o trâmite burocrático." Esse dinheiro, segundo o Diretor, deve sair na próxima semana. O parcelamento foi redefinido: seriam duas partes de R$ 25 mil reais e uma de R$ 50 mil. Entretanto isto poderá mudar de acordo com o orçamento municipal.

Ugo relembra sua trajetória no clube, que conhece desde os tempos de Monte Negro, antecessor da Águia, mas nunca havia se envolvido com a direção. No final de 2003 o presidente do Conselho Deliberativo, vereador Barbosa (PTB), o convidou para se tornar Diretor de Esportes. Encontrou no clube, que estava licenciado no ano em que entrou, um patrimônio parado no Estádio Municipal Elzo Piteri (Vila Yolanda), além das dívidas trabalhistas, fora os débitos na Federação Paulista. Juntamente com Pequiá, Diretor Financeiro, procuraram acertar todo o passivo financeiro - algo que conseguiram e do que Ugo muito se orgulha. "Podemos não ter patrimônio considerável, mas não temos dívidas", frisa.

As dívidas foram quitadas, mas o time para competições teria que ser formado com pouco dinheiro. Contou com a ajuda de Wagner Miranda, que selecionou garotos, sem nenhuma qualidade. Em 2006 já vieram atletas melhores, e a classificação esteve perto. No ano atual o trabalho foi inciado com antecedência, o que permitiu que os resultados viessem - como afirmou no vídeo para a Federação Paulista.

Sobre a equipe e comissão técnica afirma estar satisfeito. Houve muita dificuldade devido às limitações financeiras, mas não faltou planejamento, de modo que o desempenho na primeira fase foi excelente. Elogiou o trabalho do técnico Marcos Bruno, o qual, segundo Ugo, possui um jeito peculiar de trabalhar: "ele é rígido, mas respeita os atletas, de modo que consegue ser respeitado", afirmou. Edelsio, preparador físico, também recebeu destaque pelo Diretor. Sobre os atletas não faltaram mais elogios: "são um grupo de verdadeiros guerreiros!"

Ainda sobre os atletas atribui a alegria e a vontade de jogar que eles possuem, além da união do grupo, à sinergia entre comandante e comandados: o que Bruno fala o grupo respeita e procura cumprir. Refere que os atletas são jovens que querem aproveitar a oportunidade de aparecerem para o cenário futebolístico. Na opinião do Diretor, subir o Tricolor melhora o currículo desses jogadores. Ugo, por sinal, sabe da realidade destes: "já tentei ser jogador de futebol e fiquei 40 dias fazendo teste no Atlético Paranaense", relembra. Essa experiência fez com que Ugo falasse aos atletas o seguinte: "eu escolhi minha profissão, de ser advogado, e vocês escolheram a de ser jogador de futebol; ambos temos que fazer o nosso trabalho com alegria e vontade." Aponta, por fim, três fatores importantes para que o OFC tivesse bom desempenho e se classificasse por antecipação na Primeira Fase: respeito com o treinador, respeito entre os atletas e fixação num objetivo maior.

Voltando à maneira de administrar o clube, Ugo aponta como importante a filosofia de "ter os pés no chão", como Pequiá sempre lhe fala. Acredita que desequilíbrio salarial, isto é, contratar poucos jogadores mais caros enquanto o restante recebe bem menos, não é benéfico ao grupo. Prefere que o atleta receba em dia, mesmo que pouco, do que ter em folha um salário alto, mas receber poucas vezes no ano. Ugo refere que às vezes se pergunta o porquê de ser tão difícil as coisas para o OFC mesmo trabalhando honestamente; quem o tranqüiliza é Pequiá, afirmando que, com os pés no chão, algo melhor irá surgir sim. Ugo critica o futebol nacional, afirmando que poucos pensam como a Diretoria do Osasco: "não há profissionalismo de fato no futebol de nosso país; mesmo quando um clube mostra uma administração melhor sempre há algo incorreto." Outro ponto vital para o Diretor é a honestidade com a imprensa, de modo que os torcedores saibam o que de fato ocorre com o clube.

(continua...)

Diretor do OFC fala com nossa reportagem_parte 2

categorias: Notícias

(... continuação)

Sobre a Segunda Fase da Série B 2007 afirmou que os três reforços anunciados nesta semana (Matias, Tupã e Adonias) foram inscritos no prazo, já que nesta sexta, 20, terminam as inscrições para a fase atual. Contudo eles provavelmente só estrearão contra a Inter de Bebedouro, pois seriam necessários mais treinamentos para um melhor desempenho. Além disso, na próxima quarta à tarde, a equipe fará um amistoso com a equipe Sub 20, que jogará a Segunda Divisão. Afirma que o clube resolveu juntar forças com o ex-técnico do Esporte Clube Osasco, Gilmar da Costa, para a disputa desse campeonato de juniores.

Referente à derrota diante o Oeste Paulista, Ugo crê que o time pode se recuperar no restante da competição. Acredita no acesso, pois a equipe é competitiva, mas será necessária cautela: "no último sábado tentamos matar o jogo rapidamente, e isso nos complicou, além, obviamente, das expulsões; mas subiremos sim, e, repito mais uma vez, mesmo com todas as dificuldades." Ugo aponta que outros clubes da Série B têm estrutura melhor, e que isso poderia ser resolvido se Osasco tivesse um projeto melhor para o futebol profissional. Afirma que barueri não é o exemplo que Osasco deve seguir, já que "temos mais jogadores em quantidade e qualidade dentro da cidade do que eles; bastaria à cidade se unir em torno de um projeto melhor", completou.

Exemplo de como o projeto municipal está falho, segundo o Diretor, é o fato do Corinthians mandar os jogos do Sub 15 e do Sub 17 no Estádio do Rochdale, enquanto o ECO joga no Vila Yolanda, Estádio em piores condições. "Sem desmerecer o Corinthians, mas não creio que isto agrega algo à cidade", afirma. Para que a estrutura do futebol osasquense melhore, Ugo aponta que "seria necessário chamar os dois clubes profissionais da cidade e fazer um projeto tendo como norte a responsabilidade e a credibilidade", mas considerou que "com o acesso a A-3 2008 seríamos mais bem olhados pela Prefeitura."

Não teve como escapar, e a pergunta polêmica foi necessária: é possível a união entre ECO e OFC? Ugo afirmou que isso seria muito difícil pelo fato que o Garoto tem dívidas, e o Tricolor não, de modo que os dois estão em níveis administrativos diferentes. "Se estivéssemos no mesmo patamar administrativo seria bem possível, mas atualmente não há como", completou.

Queixa-se do ECO tenha um espaço próprio, o Centro de Treinamento do Jardim Cipava, fornecido pela Prefeitura, enquanto que o alojamento do OFC é embaixo das arquibancadas do Vila Yolanda. "Como conseguirei chamar as empresas para investir na gente se não temos um lugar, uma estrutura apresentável? Trabalhei 13 anos na Osram e sei que as empresas querem garantias que sua marca apareça. Sem menosprezar a Série B, na qual estamos, mas onde a marca da empresa iria aparecer, num clube dessa divisão que não tem um local próprio e sem mídia em cima?"

O Diretor faz uma ponte e coloca que a Águia está tentando sempre o contato com as empresas, embora os fatores acima não sejam atrativos. "Sempre escutamos a resposta: nossa verba para patrocínio neste ano já está comprometida". Mesmo com essas negativas, o clube consegue alguns valores, que permitem alimentação de atletas, transporte, salários, entre outros itens de infra-estrutura. Não está satisfeito com isso, pois "queremos nos desvincular do poder público, ter nosso próprio caminho, com patrocínios fortes e seriedade - nada varzeano." E estende isso ao auxílio do poder público: "nem o convênio com a Prefeitura quero que seja varzeano; com a participação deles uma pessoa da Secretaria de Esportes teria que fazer parte da administração, para fiscalizar o que entra; isso se chama seriedade."

Ugo traz, portanto, uma mentalidade diferente da maioria dos dirigentes do futebol nacional. Talvez isto traga resultados, talvez não, mas, como ele mesmo conclui, "com o trabalho que faço posso tanto hoje como amanhã andar tranqüilo nas ruas e cumprimentar os torcedores".